terça-feira, 26 de maio de 2026

 Senador acusa o Presidente da Câmara no   caso do Banco Master.

Vicente Lino.






O senador Renan Calheiros acusou o presidente da Câmara, Hugo Motta, de ter aprovado e sancionado uma emenda que destina 1% dos recursos depositados em fundos de previdência e aposentadoria para o Banco Master. O valor dessa dinheirama é estimado entre 7 e 16 bilhões de reais por ano! A emenda foi apresentada durante a votação do Projeto de Lei 2.148/2015 e acatada no texto final como a Emenda nº 22, finalmente sancionada pelo Presidente da República.

 Com isso, o caso sai do terreno das articulações políticas. Afinal, se a legislação foi alterada para encaminhar dinheiro para o Master, o cenário deixa de ser uma suspeita de fraude contábil e passa a ser crime de responsabilidade e corrupção.

 É a ligação direta da caneta do Poder Legislativo aos cofres do empresário preso. E a coisa piora muito. Renan Calheiros também aponta um empréstimo de 140 milhões de reais do Banco Master para a cunhada de Hugo Motta, Bianca Medeiros. O crédito teria sido contratado em março de 2024 e utilizado para a compra do terreno de uma antiga fábrica de cimento em João Pessoa, na Paraíba.

 Temos, então, uma acusação pública feita por um senador na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Renan alegou que a operação ligada à cunhada de Hugo Motta sugere um suposto favorecimento cruzado, em virtude de emendas legislativas que beneficiariam o fluxo de recursos para o banco. Se o documento no Diário Oficial comprovar o benefício ao banco por meio da emenda parlamentar, a blindagem de Hugo Motta pode desmoronar, colocando o chefe do Legislativo em uma situação insustentável.

 Por outro lado, pode também não acontecer nada.
O que comprovaria que, por aqui, há uma casta de privilegiados que só atrasa o país, em detrimento do povo — um povo que, quando critica, ainda corre o risco de prisão.

 Vicente Lino.





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