Senador acusa o Presidente da Câmara no caso do Banco Master.
Vicente Lino.
O
senador Renan Calheiros acusou o presidente da Câmara, Hugo Motta, de ter
aprovado e sancionado uma emenda que destina 1% dos recursos depositados em
fundos de previdência e aposentadoria para o Banco Master. O valor dessa
dinheirama é estimado entre 7 e 16 bilhões de reais por ano! A emenda foi
apresentada durante a votação do Projeto de Lei 2.148/2015 e acatada no texto
final como a Emenda nº 22, finalmente sancionada pelo Presidente da República.
Com
isso, o caso sai do terreno das articulações políticas. Afinal, se a legislação
foi alterada para encaminhar dinheiro para o Master, o cenário deixa de ser uma
suspeita de fraude contábil e passa a ser crime de responsabilidade e
corrupção.
É a ligação direta da caneta do Poder Legislativo aos cofres do
empresário preso. E a coisa piora muito. Renan Calheiros também aponta um
empréstimo de 140 milhões de reais do Banco Master para a cunhada de Hugo
Motta, Bianca Medeiros. O crédito teria sido contratado em março de 2024 e
utilizado para a compra do terreno de uma antiga fábrica de cimento em João
Pessoa, na Paraíba.
Temos, então, uma acusação pública feita por um senador na
Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Renan alegou que a operação ligada à
cunhada de Hugo Motta sugere um suposto favorecimento cruzado, em virtude de
emendas legislativas que beneficiariam o fluxo de recursos para o banco. Se o
documento no Diário Oficial comprovar o benefício ao banco por meio da emenda
parlamentar, a blindagem de Hugo Motta pode desmoronar, colocando o chefe do
Legislativo em uma situação insustentável.
Por outro lado, pode também não
acontecer nada.
O que comprovaria que, por aqui, há uma casta de privilegiados
que só atrasa o país, em detrimento do povo — um povo que, quando critica,
ainda corre o risco de prisão.
Vicente Lino.


Nenhum comentário:
Postar um comentário