Gente rasteira celebra o roubo aos aposentados
Vicente Lino.
A CPMI que deveria punir os saqueadores de aposentados terminou em um espetáculo de escárnio. Os deputados Alencar Santana, Átila Lira, Augusta Brito e Dorinaldo Malafaia nos forçam a encarar a patologia de um sistema que perdeu seus últimos sinais vitais.
Ao rejeitarem um relatório que buscava justiça para quem teve a dignidade tripudiada, assinaram um atestado de óbito moral diante de toda a nação. Parlamentares como Eliziane Gama, Humberto Costa, Jaques Wagner e Jussara Lima parecem cegos ao sofrimento dos brasileiros que trabalharam a vida inteira para serem lesados no final.
Em vez de honrarem o mandato, celebraram a impunidade com o entusiasmo vil de quem ganha um troféu esportivo. Na mesma linha de desonra, Lindbergh Farias, Meire Serafim, Neto Carletto e Orlando Silva soltaram foguetes, festejando abertamente a blindagem do erro e a proteção de criminosos.
A postura de Rogério Correia, Teresa Leitão e Soraya Thronicke apenas confirma que nossas instituições respiram por aparelhos — e são justamente eles, os carrascos, que operam as máquinas com o interesse sádico na paralisia do paciente. Já nomes como Paulo Pimenta, Randolfe Rodrigues, Ricardo Ayres e Rogério Carvalho provam que a necrose do sistema é absoluta: gente rasteira ocupou os microfones para transformar o Senado em um balcão de negócios e um bunker de autoproteção.
Estes 19 votos contrários à CPMI são a prova definitiva de que a política brasileira tornou-se um covil de privilégios absurdos, onde o embate por princípios deu lugar a aberrações muito bem remuneradas. Figuras assim não merecem o cargo que ocupam; precisam ser varridas do Congresso pelo expurgo do voto popular.
Resistiremos na palavra e na lucidez, pois silenciar diante desse escárnio seria desferir o golpe de misericórdia em um país que, apesar deles, ainda teima em sobreviver.

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