A CPI DO BANCO MASTER PODE NÃO DAR EM NADA.
Vicente Lino.
Parlamentares da oposição articulam uma nova CPI, desta vez exclusivamente para investigar o caso Master. Já sabemos que a investigação sobre o Banco Master vai esbarrar em manobras de bastidores e evitar possíveis conflitos de interesse no Judiciário.
Mais uma vez, a sensação não será apenas de frustração, mas de um colapso institucional, onde o Brasil que presta verá outra derrota processual confirmar que, em vez de fiscalizar o Executivo ou entidades financeiras, a comissão vai operar, mais uma vez, para abafar escândalos.
São manobras que drenam a esperança da população e transformam um instrumento democrático vital em um palco de retórica vazia. É vergonhoso saber que o ponto mais crítico dessa crise de confiança é o fato de o STF ter se tornado o destino final onde as investigações morrem.
Se pairam dúvidas sobre a imparcialidade de ministros devido a ligações com os investigados, o pilar da Justiça é abalado. No momento em que o árbitro final do jogo é visto como parte interessada, a sensação de impunidade se torna absoluta. Mais uma CPI será perda de tempo.
Existe uma blindagem hermética para certos grupos econômicos e políticos, enquanto o rigor da lei só é aplicado fora desse círculo de poder. No momento, a CPI é o resultado direto de um sistema que aprendeu a simular justiça para, no fundo, não mudar nada. As Cortes superiores transformam as CPIs em um enredo jurídico cujo único objetivo real é sepultar os crimes e garantir que o barulho de hoje seja o esquecimento de amanhã.
As investigações servem apenas como uma encenação projetada para que nada mude no andar de cima.
O crime institucionalizado não lida com verdades e, por isso, tem certeza que nunca haverá punição.
Vicente Lino.


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