sexta-feira, 27 de março de 2026

 O medo do que uma investigação séria   pode revelar.

Vicente Lino.




A triste plateia amestrada que é obrigada a ouvir as discurseiras de Lula foi obrigada a aplaudir mais uma deslavada mentira. A de que o caso do Banco Master é o ovo da serpente de Bolsonaro e Campos Neto, ex-presidente do Banco Central. 

Lula, sua mentira e hipocrisia tentam se desviar de um fato inegável; seguindo orientação direta do governo, parlamentares o PT e aliados votaram em peso contra requerimentos de convocação e quebra de sigilo de figuras centrais ligadas ao esquema. 

O governo Lula barrou sistematicamente a investigação sobre o fluxo de capitais que beneficiou atores próximos ao atual poder. Enquanto o discurso público pede punição, no escurinho das comissões, a tropa de choque do governo, orientada por Lula, age como escudo para evitar que a lama respingue em nomes do "andar de cima".  Não se pode falar de Banco Master sem mencionar a rede de proteção que atravessa a Praça dos Três Poderes. 

As evidências de proximidade entre autoridades de alto escalão e figuras do Judiciário, como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, mostram que o caso não é uma herança maldita da direita. O que se vê é um sistema de compadrio que floresce sob o atual governo. São jantares, eventos e decisões liminares que, coincidentemente, sempre favorecem os mesmos grupos financeiros.  

Ao apontar o dedo para Bolsonaro e Campos Neto, Lula tenta fugir da responsabilidade de gerir um sistema que seu partido ajudou a moldar e agora protege. O tal “ovo da serpente" não foi chocado pela oposição; ele é alimentado diariamente pela omissão deliberada e pela blindagem política de quem morre de medo do que uma investigação séria pode revelar.

  Vicente Lino.






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