O medo do que uma investigação séria pode revelar.
Vicente Lino.
A triste plateia amestrada que é obrigada a ouvir as discurseiras de Lula foi obrigada a aplaudir mais uma deslavada mentira. A de que o caso do Banco Master é o ovo da serpente de Bolsonaro e Campos Neto, ex-presidente do Banco Central.
Lula, sua mentira e hipocrisia tentam se desviar de um fato inegável; seguindo orientação direta do governo, parlamentares o PT e aliados votaram em peso contra requerimentos de convocação e quebra de sigilo de figuras centrais ligadas ao esquema.
O governo Lula barrou sistematicamente a investigação sobre o fluxo de capitais que beneficiou atores próximos ao atual poder. Enquanto o discurso público pede punição, no escurinho das comissões, a tropa de choque do governo, orientada por Lula, age como escudo para evitar que a lama respingue em nomes do "andar de cima". Não se pode falar de Banco Master sem mencionar a rede de proteção que atravessa a Praça dos Três Poderes.
As evidências de proximidade entre autoridades de alto escalão e figuras do Judiciário, como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, mostram que o caso não é uma herança maldita da direita. O que se vê é um sistema de compadrio que floresce sob o atual governo. São jantares, eventos e decisões liminares que, coincidentemente, sempre favorecem os mesmos grupos financeiros.
Ao apontar o dedo para Bolsonaro e Campos
Neto, Lula tenta fugir da responsabilidade de gerir um sistema que seu partido
ajudou a moldar e agora protege. O tal “ovo da serpente" não foi chocado
pela oposição; ele é alimentado diariamente pela omissão deliberada e pela blindagem
política de quem morre de medo do que uma investigação séria pode revelar.
Vicente Lino.


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