Associação de jornalistas que ignora o bom jornalismo.
Na semana passada, o jornalista Fernão Lara Mesquita criticou severamente a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Segundo ele, “a Abraji e grupos semelhantes (como Agência Lupa e Fundação Getúlio Vargas) foram treinados e financiados para atuar como ‘checadores’ oficiais, pressionando plataformas digitais a banir conteúdos que beneficiavam Bolsonaro”.
A leniência é tão grande que a chamada grande imprensa não registrou nem as denúncias de Mike Benz e de Eduardo Tagliaferro, mesmo quando cada um deles depôs no Congresso Nacional. Recentemente, a grande imprensa também não registrou as ameaças contra Malu Gaspar e Lauro Jardim, jornalistas d'O Globo, muito menos a busca e apreensão sofrida por um jornalista do Maranhão por uma reportagem sobre Flávio Dino.
Vale indagar: por que instituições que deveriam zelar pela isenção passam a atuar como braços ideológicos ou instrumentos de influência do governo, destruindo a credibilidade da imprensa? Do lado de cá, temos que ficar atentos não apenas ao que elas dizem, mas a quem servem e como o dinheiro pode moldar a narrativa doméstica.
ncomoda saber que a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo é fundadora de um consórcio de checagem de fatos que foi integrado ao Programa Permanente de Combate à Desinformação do TSE e usava expedientes para produzir provas falsas e condenar inocentes — seja ao banimento das redes, seja a penas de prisão draconianas por participação na manifestação de 8/1 de 2023.
O verdadeiro jornalismo não pode ser um filtro
seletivo operando sem independência crítica. Agindo assim, as associações de
jornalismo perdem sua razão de ser; isso é militância mantida por verba pública.
Vicente Lino.

Nenhum comentário:
Postar um comentário