O Peso da Espada da injustiça e a Blindagem injusta do Poder.
Diante
do desfile de hipocrisia reinante e as desculpas esfarrapadas de suas
Excelências, quando são criticadas, é correto afirmar que uma nação onde a
indignação é criminalizada e a corrupção é normalizada pelo rito processual
está condenada a ser refém de suas próprias instituições.
Do Mensalão ao
Petrolão, passando pelas roubalheiras do Banco Master e do INSS, a mensagem
enviada à sociedade é clara: o sistema protege os seus.
Basta ver o procedimento
da PGR e do CNJ para evitar as investigações, E concluir que estamos diante de
um sistema de "blindagem institucional" projetado para garantir que o
topo da pirâmide permaneça intocado.
Enquanto o cidadão comum — o motorista, a
dona de casa, o aposentado — enfrentam penas que somam décadas de reclusão sob
interpretações jurídicas, as mais elásticas, o Brasil assiste um desfile de
escândalos que nascem com barulho e morrem no silêncio dos tribunais
superiores.
Enquanto autoridades se beneficiam de nulidades processuais e
prescrições milimétricas, o povo é condenado com base na "teoria do
domínio do fato" ou por participação em atos onde a individualização da
conduta é ignorada num mar de ilegalidades do processo.
Quanto a sociedade
crítica, o que se assiste é o sufocamento da Liberdade, com o uso do aparato
estatal para desencorajar a reação popular. Quando o protesto é punido com mais
rigor do que o desvio de bilhões de verbas públicas, a democracia entra em
estado de asfixia.
O cidadão sente no bolso a corrupção e na pele a ausência de
um Judiciário que seja, de fato, cego às posições sociais. Se a justiça só é
rápida e implacável contra os vulneráveis, ela deixa de ser justiça para se
tornar ferramenta de injusto controle social. É onde estamos.

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