Mais 6 bilhões dos nossos impostos serão gastos inutilmente.
O reinício dos trabalhos do Congresso teve discursos de Lula, tapinhas de agrado aos ministros e aquele vazio de propostas para a população que paga a conta. Temas capazes de melhorar a país e Congresso nunca entram na pauta dessa elite política, que se comporta como uma casta protegida. Pedir para o atual Congresso aprovar o fim do fundo eleitoral ou o voto distrital é pedir para que eles assinem a própria demissão. Como está, a raposa cuida do galinheiro.
A 'tigrada' que se esbalda numa fragmentação em mais de 30 partidos não o faz por excesso de 'amor às ideias', mas por puro comercialismo político. Cada sigla é uma 'loja' que recebe uma fatia do Fundo Partidário e tempo de TV, funcionando como moeda de troca em Brasília. Voltaram das férias para assegurar um mecanismo de defesa quase impenetrável, a ponto de deputados que se dizem de 'oposição ferrenha' acabarem votando juntos quando o assunto é aumentar o próprio fundo ou manter privilégios. A ideologia para na porta do caixa.
Para esta e para as outras eleições, a complexidade do sistema será mantida. Teremos, então, quociente eleitoral e coligações disfarçadas, justamente para que o eleitor médio se sinta confuso e impotente. No fim, o sistema acaba nos empurrando os mesmos nomes de sempre, eleição após eleição. Piora muito porque, independentemente do trabalho que presta à população, o sistema se protege e se financia com fartura, enquanto a crise fica com o povão. Tanto é verdade que o total que será drenado dos cofres públicos para os partidos e campanhas deve ultrapassar os R$ 6 bilhões.
O procedimento é tão rasteiro que a 'tigrada' incluiu na LDO de 2026 que esses fundos são despesas obrigatórias e não podem sofrer cortes. É o dinheiro da 'tigrada', agora blindado por lei."
Vicente Lino.

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